MOSTRA ESPECIAL CARTAS SOBRE NÓS

The letter
18.png

Ficção | 3 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Filme - Carta
18.png

Documentário | 4 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Nossas Cartas Para Você
18.png

Documentário | 2 min | DF | 2020

Floresta.jpg
O Recitar das Lembranças
18.png

Experimental | 5 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Carta ao Presidente Jair Bolsonaro
18.png

Experimental | 2 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Nós - Um filme-carta para o povo brasileiro
18.png

Experimental | 5 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Querido Sol
18.png

Documentário | 8 min | DF | 2020

Floresta.jpg
Sinto sua falta
18.png

Experimental | 2 min | DF | 2020

Floresta.jpg

Reunidos na mostra Carta sobre nós, os oito filmes produzidos por alunos do Ensino Médio do Instituto Federal de Brasília nos falam sobre o que é ser jovem no Recanto das Emas/ Distrito Federal em meio a pandemia de COVID-19. O formato-carta pressupõe a existência de um destinatário e de uma mensagem. 

Neste quesito, os filmes se endereçam a diversos sujeitos históricos, individuais, coletivos e seres naturais: o Sol, um amigo, o presidente Jair Bolsonaro, o povo brasileiro e a mim mesmo amanhã. A pluralidade de destinatários contrasta com a unicidade da mensagem. Traduzidos em imagens, os sentimentos experimentados são muito semelhantes: ansiedade, solidão, ausência, angústia, medo, afeto, incerteza. No quê nos transformamos quando o chão que nos segura desaba? 

Não há dúvida de que pandemia de COVID-19 colocou em suspenso a ideia de rotina. A sensação abrupta de ruptura produzida pela suspensão das atividades cotidianas – em particular, o fechamento das escolas – são narradas por adolescentes. São assim os acontecimentos históricos, fenômenos disjuntivos – isto é, aqueles eventos que promovem e produzem uma ruptura em relação a vida ordinária – por excelência. Sob este prisma, os filmes são um raro relato histórico de como adolescentes experimentaram esse momento. Tão maior é sua importância na medida em que os filmes são capazes de pôr em relevo a experiência subjetiva destes adolescentes.  

Potentes e sensíveis, estes filmes podem ser compreendidos como uma história do tempo presente narrada pela juventude do Recanto das Emas. Convido, então, todos os interessados em compreender a realidade que nos afeta a assistirem aos filmes e a escutar com atenção essas vozes.

Luiz Guilherme Burlamaqui - historiador e professor do IFB Campus Recanto das Emas